A apneia do sono é reconhecida como um distúrbio que interfere no sono e ocorre quando a respiração é interrompida à noite, levando a microdespertares ou despertares totais durante a madrugada.
Se não for tratada de maneira adequada, a privação de sono pode levar ao aumento de doenças cardiovasculares, como AVC; agravar condições já existentes, como o diabetes, e pode aumentar as chances de disfunção erétil e outras dificuldades sexuais.
Alguns sintomas de apneia do sono são:
- Ronco alto
- Dor de cabeça pela manhã
- Acordar com falta de ar durante a noite
Sono ruim e queda da testosterona: entenda essa conexão
Além de prejuízos no dia a dia, como sonolência diurna, fragmentação da memória e fadiga, quando o corpo não descansa bem, ocorre queda na testosterona e impacto direto na vida sexual.
As interrupções na respiração causadas pela apneia e a fragmentação do sono levam à baixa oxigenação dos tecidos, o que pode resultar em sintomas de disfunção erétil como baixa produção de testosterona e, por consequência, diminuição da libido e dificuldades de ereção.
Além disso, a vida sexual não está somente relacionada à capacidade física de começar e manter as relações, mas também no dia a dia. Dormir pouco faz com que o mau humor e o cansaço se tornem parte da rotina, o que colabora para uma falta de interesse sexual.
O que muda quando você trata a apneia?
Como já falamos, a apneia do sono não tratada está ligada a doenças como a hipertensão, que diminuem o fluxo de sangue para os órgãos sexuais e interferem na vida sexual.
A partir do tratamento correto, o sono deixa de ser interrompido e o descanso passa a ser reparador, portanto, o organismo consegue restabelecer seu ritmo natural, favorecendo a recuperação física e mental. Esse equilíbrio impacta diretamente na autoestima e na qualidade da vida sexual.
Quando o corpo volta a descansar de forma profunda, ele recupera energia e equilibra a produção de hormônios. Logo, com noites bem dormidas, os níveis de testosterona tendem a subir, favorecendo o desejo sexual e a vitalidade
Para investigar e tratar a apneia, existem exames como a polissonografia multimodal, que monitora o sono e identifica microdespertares. Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento pode envolver o uso de CPAP e de aparelhos intraorais que auxiliam na respiração e diminuem o ronco.
Por fim, é essencial lembrar que o acompanhamento médico faz toda a diferença, pois o uso do CPAP ou qualquer outra terapia deve ser sempre orientada por um especialista do sono, que vai ajustar o tratamento conforme as necessidades de cada paciente.
A adesão correta ao tratamento é o que garante uma melhora real e duradoura, permitindo que o sono volte a cumprir seu papel fundamental de regene